26 de outubro de 2010

Olhadela da pedra, Thiago Mattos

À frente dos batalhões ou dos
Espíritos
- a mesma sobra
desfalecida
teu nome de prata
se mantém
vivo
ou incógnito
a mesma sombra sem corpo que faça sombra.

E repito 5 vezes
- é tempo
é tempo
é tempo

é tempo

é tempo.

É ponto.

Bendito ruído dos que ficam:
É irritante, é passado, é vontade
Do que se deseja desejar:

Uma vida ou

Uma maçã
Sem agrotóxico.



Thiago Mattos, In: "Boi vivo"



3 comentários:

  1. faz tempo que estou pra passar aqui e agradecer aquele comentário tão bacana! e olha o que encontro... textos maravilhosos!

    grande abraço!

    .lucas

    ResponderExcluir
  2. é muito interessante a dinâmica desse poema.

    ResponderExcluir