Ter nome é morrer.
Nomear é imaginar viver.
Há dentro da dor outra dor.
Há atrás do sol
sombra.
Há antes da gosma
doçura, calda quente que vai amornando os olhos.
Depois do sangue,
a água
o mármore avermelhado,
o pano (manchado)
de molho no balde.
Thiago Mattos, In: "Os dias que se movem"





























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