Não devias ter medo das
Salamandras mortas.
As unhas te estupram,
Te ferem
E trazem carne aos touros.
Majestosamente te gozam,
Majestosamente te estraçalham os ombros já corroídos pelo sal.
As cítaras também não te
Acusam contra esferas de limão
E vidros de mariposas.
Os olhos é que não se cansam
(Jamais se cansam)
E fitam a lua.
Mãos incrédulas anunciam o retorno.
Peca vita di nostra gente,
Peca la vita di nostro amore.
Il sogno, bambino... Il sogno!
O outono de sangue traz
Azuis orvalhos sobre o amante de pó:
A mulher que dança
Dança o tambor, não dança o
Sangue.
Thiago Mattos, In: "A parede e o sangue dela"





























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