29 de agosto de 2010

Gangorra, Thiago Mattos


E uma chama corruptível
Meu Deus - as chamas corruptíveis.

Tão agônica quanto o ladrar agônico
de um cão
que,
no quintal,
tenta comer uma placa solta de cimento.
O cimento que fez SP
e
a
estrada
para lá
para cá.



Thiago Mattos, In: "Os dias que se movem"


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